26/05/2017

Resenha: O poder da fé - Sandra Werneck

O poder da fé

Autor(a): Sandra Werneck
Editora: Chiado
Páginas: 402
Resenha por: Viviane
Nota: 4/5
*E-book cedido pela autora para resenha




Sinopse: Uma palavra...

Se o leitor acha que este livro trata de consolo e coragem para a alma, esse não é o caso. Não que a fé não traga esperança aos corações, nem que ela não tenha o dom de produzir milagres (tal qual as palavras). Mas é o uso que cada um faz da fé que ilumina e direciona a caminhada da vida.

Dividido em três partes e com uma pitada de humor e sadismo, O Poder da Fé forma um mosaico de subjetividades e vozes, lançando um vislumbre sobre a vida e as misérias de três pessoas que vivem no subúrbio de Manaus e fazem uso da fé de maneira distinta. Essas três personagens dão vida e lugar a tipos diversos da camada social: prostitutas, cafetinas, idosos, jovens, homens e mulheres, todos em busca de luz.

Clara, esposa de Rogério, traveste-se de clarividente para ludibriar as pessoas e assim esquecer aquilo que dói por dentro e corrói sua alma, aproveitando para brilhar e destacar-se da multidão de tipos simplórios de seu bairro. Ela se envolve com Alemão, desprezando a única visão premonitória que tem em vida. Rogério, marido de Clara, movido pelo remorso e o desejo de enaltecer a mulher, cria uma nova igreja, travestindo-se de pastor, deixando-se seduzir pelo dinheiro fácil. Mas a perfeição não existe, nem mesmo no fausto. Ele percebe que a religião, mais que unir, pode segregar as pessoas. Antônio, irmão de Rogério, tenta restaurar a infância perdida e o louvor que aquece, ainda que o pastor não acredite, ainda que ele não queira, ainda que seja tarde.

Resenha: Nesse livro iremos conhecer Clara, uma mulher jovem que veio da caatinga para Manaus, trabalhou como diarista, vendedora e o que mais aparecesse. Muito bonita, chamava a atenção dos homens e despertava a inveja das mulheres. Um dia conheceu Rogério, um jovem pedreiro que também saiu do interior para tentar a vida na capital. Muito honesto e trabalhador, mas não o suficiente para bancar os luxos que Clara, agora sua esposa, gostava.

Ambos vieram de uma infância difícil: ela, criada pela mãe e constantemente abusada pelo padrasto; ele, criado pelo pai e pelo irmão dez anos mais velho, se culpava pela morte de sua mãe; mais tarde vem a saber que ela fugiu com outro homem, abandonando os filhos e o marido. Anos mais tarde, Rogério fica praticamente sozinho, já que o irmão cai no mundo na tentativa de encontrar a mãe.

Como já era habitual, por não conseguirem pagar o aluguel, Rogério e Clara mudavam-se muito, principalmente durante a madrugada para ninguém ver, em especial o dono do imóvel. Na mais recente morada, no bairro Monte da Oliveiras, Clara conhece dona Wanda, uma senhorinha muito simpática, mas um tanto esquecida. Em suas visitas, ela acaba contando à Clara detalhes da vida dos vizinhos, o que acaba dando uma grande ideia para a jovem ganhar um dinheiro fácil.

Imediatamente Clara prepara a casa e coloca na frente uma plaquinha com os dizeres: "Clara, a clarividente". Não demora para começarem a chegar os primeiro clientes e Clara, com sua esperteza, "lê" as mãos deles, chegando até a adivinhar algumas coisas e fazer várias sugestões; até ensina simpatias.

Com o passar dos meses, a "vidente" fica tão famosa que vem até gente importante para consultar-se, inclusive "Alemão", o chefão do pedaço, que exige uma porcentagem de 50% de tudo o que Clara está arrecadando, o que a deixa muito nervosa. Naquela noite ela tem pesadelos; se vê em uma igreja com alguém apontando uma arma para sua cabeça em frente à pia batismal. Na manhã seguinte, por coincidência, ou destino, bate à sua porta um policial armado pedindo ajuda da "vidente" para encontrar um bandido chamado Alemão, e então Clara vê ali a sua chance de livrar-se do chantagista e, como se fosse uma "visão", ela diz onde o homem pode ser encontrado, o que acontece posteriormente, sem dificuldades para a polícia.

Porém não acaba bem para Clara... Um capanga de Alemão vem e mata a moça a tiros. Rogério então fica desolado, pois apesar de não se darem tão bem, ele não conhecia outra vida a não ser ao lado da esposa e começa a pensar no pesadelo que ela teve sobre a igreja e acredita que foi uma premonição, então resolve fundar uma igreja e começa a fazer um curso para pastor.

Em alguns meses ele já está formado, compra a casa que alugavam e reforma para abrigar os cultos. Devido à fama de sua esposa falecida, não demora a chegarem os fiéis. Com a lábia e a conversa fácil do pastor Rogério, em pouco tempo ele já arrecada dinheiro para construir um templo maior e em uma área nobre, e um dos motivos para se mudar é que ele começa a receber ameaças da dona de um bordel do bairro, pois não está gostando que suas meninas estão frequentando os cultos.

"E quando chega a hora de mudar, nada mais resta a fazer a não ser aceitar o que vem pela frente de cabeça erguida."

Durante a celebração de um casamento, Rogério conhece Ana, uma moça solteira que desperta sentimentos no pastor, e os dois começam a sair juntos. Apesar de ele não acreditar em Deus e desejar sexualmente a moça, ele precisa se comportar e manter as aparências, para não pôr tudo a perder. Mas não será uma conquista fácil, já que o pai da moça é católico e odeia pastores.

Quando as coisas parecem estar se ajeitando, "fantasmas" do passado voltam para assombrar o pastor e ele, com sua "língua grande" comete os mesmos erros de sua esposa e pode acabar tendo o mesmo fim.

"Porque normalmente quem mais nos atinge, quem nos causa maior ferida são os nossos familiares. Porque quanto maior a proximidade, maior a decepção e maior a mágoa."

24/05/2017

Entrevista: Patrícia Brito

Olá, livreiras e livreiros! Hoje vamos entrevistar a blogueira e escritora Patrícia Brito. Ela já publicou o livro "Bastidores" em conjunto com outros blogueiros, já ganhou prêmio literário com o conto "Natal sem luz" e está lançando agora "Decidir - os caminhos da vida", seu primeiro livro solo. Vamos conhecer um pouquinho mais desta baiana promissora no mundo da literatura?!

1. Primeiramente, nos conte um pouco sobre você:
R: O que eu poderia falar de mim?! Aquela pessoa de coração bobo e nada romântica; ou que faz de tudo para não entrar e também faz de tudo para sair de uma briga (sério, não sei mesmo), e que tem mau humor das 13h até 16h; ou também que não sabe torcer, por isso, vibra quando Vettel fica em primeiro lugar, mas chora quando M. Ericsson fica em último ou sai do GP (ou seja, choro e vibro em cada corrida). Quanto ao mundo literário, não fui leitora na infância, li muito pouco na adolescência, a vida acadêmica me apresentou o mundo dos livros, mas o ócio pós-conclusão das graduações me apresentou ao mundo literário de ficção.

Formada em Turismo e Ciências contábeis (para ver o sorriso dos pais e juro! Não me arrependo), mas sempre sonhando com Jornalismo ou Letras. Montei o site (www.leiturasplus.com) por causa do ócio da segunda graduação e o mesmo me despertou a encarar a terceira graduação. Finalmente me realizando em Letras.

Portanto, falar de mim é dizer que nunca canso de buscar, e ainda quero continuar nessa busca sempre. Amo aprender, e quanto mais cultivo, descubro que não sei quase nada. Tenho um mundo enorme para aprender e conhecer.

2. "Bastidores" foi um livro publicado pela editora Illuminare que narra o dia a dia na vida de um blogueiro. Como surgiu o convite para a publicação?
R: Fiz um cadastro no site onde recebo toda semana informações de concursos literários. Certo dia li este específico. Porém, eu estava no trabalho, escritório cheio, não estava estimulada. Sem falar que não sou movida a pressão ou concursos. Mas resolvi escrever mesmo assim. Então no meio do trabalho escrevi o texto exigido e um mês depois recebi por email a lista dos aprovados. Gelei... Fiquei "tonton"... Meu nome? Como assim? Fiz o print e mandei para papai (o primeiro amigo, a saber), foi um dia inusitado, a partir dai começou os contatos burocráticos.

3. Nos fale um pouquinho de "Decidir - os caminhos da vida", teu primeiro livro solo:
R: Tinha um sonho de escrever um livro e queria escrever algo que eu pudesse falar das consequências que uma decisão pode causar na vida, e como essas decisões podem alterar os caminhos planejados.

O livro tem um pouco dos meus vícios e muito de mim, quem me conhecer poderá identificar em muitas cenas nos personagens. Preferi escrever sobre algo que domínio ou que tenho facilidade de argumentar, para ter segurança de entrar oficialmente na jornada da escrita. Acho e espero que eu tenha feito à decisão correta.

O livro conta a história de Mark Broomer esportista conhecido mundialmente, tímido, mas com a imprensa na cola. E a Lara, também protagonista, é médica, que tem o trabalho como escape de todas suas frustrações com a vida. Um amor juvenil, um reencontro anos depois e o amor camuflado reascende. Como ficarão? Só lendo para saber.

4. Atualmente, está cada vez mais difícil publicar um livro, principalmente devido a motivos financeiros e incentivos. Você encontrou alguma dificuldade na publicação do seu livro solo?
R: Concordo, é muito difícil você lançar no mercado onde grande editoras buscam Best seller e não escritores iniciantes. Algumas vezes a obra é boa, o escritor tem uma escrita sublime, mas falta oportunidade.

No meu caso não me iludi com editoras de porte maior, sendo assim, optei por investir. Foi tudo muito rápido, no sentido de ser inesperado. De repente tinha um livro em mãos, de repente procurei as editoras pequenas, de repente já estava com boas propostas. Como estava querendo apenas realizar um sonho, sem grandes ambições, preferi procurar uma editora pequena. A saramandaia foi muito carinhosa e cuidou bem do meu livro.

Funciona como parceria, o autor investe na editora, terceirizando o serviço e juntos você tem participação e todo direito em cada passo da construção editorial da obra. O que não acontece com editoras maiores. Sem falar que as pequenas e médias o atendimento é mais estreito. Para muitos escritores fica inviável por você ter que investir, e acabam fazendo em formato independente ou plataformas online. Eu preferi acreditar no investimento e confesso que mais do que nunca, não tenho sonho com grandes editoras, o próximo livro irei ter este mesmo segmento do primeiro.

5. De onde veio a inspiração para "Decidir - os caminhos da vida"?
R: Foi uma união de vícios, uma música e uma leitura - que me deixou de ressaca. Vamos por parte: Primeiro vício: F-1, automobilismo, meu ídolo Ayrton Senna. Nos cursos de escrita da vida, aprendi que primeiro livro, nós autores devemos falar com o que temos mais afinidade. Então, este vício pelo esporte já estava decidido que seria um dos temas abordados.

Segundo vício: Greys Anatomy (você compreende bem, que eu sei). Sou viciada na série e em uma personagem especial, então estudei bem a série desde o início para construir a protagonista que é médica. Com este vício o segundo tema decidido.

A terceira inspiração veio do livro "O melhor de mim" sou louca por este livro, mas não me conformo com o final, queria construir uma história tão bonita quanto, com final impactante mas não tão triste. A vida já é difícil demais para eu estrear com uma obra muito triste (um "tiquinho", pode)... e onde a vida, nos permite fazer decisões que nem sempre estar no nosso controle. E a música "Recomeçar" de Tânia Mara, me inspirou o enredo e no título da obra. Com estes quatro já tinha todo roteiro do livro. Foi muito tranquilo fazer essa parte.

6. Quanto tempo demorou, entre a ideia de escrever e o livro sair da gráfica?
R: Nossa! Muito tempo. Levei uns 5 meses escrevendo, mais 1 ano e 2 meses na editora. O problema foi que, paralelo ao trabalho, eu tinha: meu curso de Letras, meu site, e ainda cursava os infinitos cursos de escrita criativa que surgia. Não confiava em arriscar sem antes de estudar e preparar. E acho que foi válido, o livro amadureceu muito da primeira ida para a editora, até a última correção. Irei amadurecer muito nessa jornada como autora, mas acho que para iniciar, o meu livro solo encontra-se bem tranquilo.

7. Já tem outros projetos literários em mente?
R: Tenho uma obra pronta, mas ainda em estágio "cru"; e tenho 3 roteiros prontos. Mas preciso organizar como e qual eu irei dedicar primeiro. Então, sim, sim! Entrei nessa jornada de escrita e vem mais novidade por ai.

8. O que você gosta de ler (autores, gêneros)?
R: Um pouco de tudo, menos política, terror ou livros violentos - tenho medinho de escuro - (rs). AMO livros policiais, de investigação ou thriller psicológico. AMO dramas, românticos, biografias, assuntos contemporâneos, turísticos, ensaios e jornalísticos. AMO os escritores nacionais, sou apaixonada com o estilo da Leila Rego, Cristiane Broca, do Eduardo Krause que tem um livro inesquecível - Pasta Senza e Vino (sou louca por essa obra). E alguns que tenho orgulho, que já posso considerar meus amigos, (eles mesmo permitiram uma boa amizade), os escritores como: Laplace Cavalcanti (Acabou de Lançar Tábula Rasa ) - um autor que posso dizer: foi um grande incentivador com minha carreira, não esqueço de quando era blogueira desacreditada e ele sempre aconselhando, não deixando desanimar com os empecilhos; com a jornada da escrita; puxando a orelha ou sempre com dicas maravilhosas, palavra de conforto, sou muito grata a ele, por tudo), em 2016 fui apresentada as obras do Escritor Marlon Moraes (pelo próprio autor), um escritor ao meu ver bem completo, que tem de obras poéticas, livro infantil, ao tradicional romance (Estrada Real - O caminho do ouro, livro que mega recomendo, na verdade recomendo todos, mas "Estrada" é uma obra única e é todo especial), ele tem uma escrita bem peculiar, e também do tamanho do seu currículo na escrita tem de simpatia e humildade. Já com o curso de Letras acabei apreciando alguns clássicos, confesso que desses, as britânicas mais uma vez, me encanta, Jane Austin e Jane Eyre que os digam. Não sei se é por amor ao país ou não ter afinidade com os clássicos brasileiros, ou a união dos dois.

9. Quando não está lendo nem escrevendo, o que você faz?
R: Nunca, jamais cozinhando ou sendo dona de casa... (sempre gosto de deixar claro não só as paixões, mas deste defeitinhos - já que outros é melhor camuflar, não é?! - rs) Mas, o que faço.. Viajo de moto com "Maridon" ... ou simplesmente viajar - quando o financeiro permite - não tiro férias, mas gosto das escapulidas, pegar aquele final de semana, ou mesmo uma semana, depois de uns dias chatinho e ir para um lugar perto da minha cidade, só para espairecer e relaxar. Amo saidinha com “Amiguxos”. Não sou festeira (só se for farra familiar, esse eu amo); conversar e mais ainda escutar os amigos é uma paixão que cultivo muito. Amo cultivar outras paixões a sério, como: meditar, yoga, malhar, F-1, estudar sobre a Inglaterra (sou a louca por este país), entre outras que vão sempre surgindo. E amo loucamente o stress dos estudos, fico arrasada de saudade quando acaba, estou já ansiosa querendo concluir o curso de Letras pra iniciar o curso de Italiano. Um dia, juro!, descubro por qual motivo gosto tanto de estudar (rs).

10. Deixe um recado para as livreiras e para os livreiros do blog Duas Livreiras:
R: Primeiro agradecer a mãe e filha deste blog fofo, por todo apoio nesse início de carreira, vocês me conheceram blogueira, agora estão acompanhando esse momento de transição e mesmo com a vida corrida, sempre estão presentes e trocando “figurinhas”. Eu que vivencio agora os dois lados, sei da importância de um blog literário na vida de um escritor. Amo o mundo literário, as amizades que venho conquistando (e por Deus, preciso agradecer "todo Santo dia e sempre" aos novos "amiguxos" que entram em minha vida...\0.

Aos leitores, espero sempre poder ter oportunidade de escrever boas histórias para incentivar a leitura. A leitura alimenta a alma e permite conhecimento, então é um hábito que precisamos sempre incentivar. Sou leitora compulsiva, por isso sempre estarei ao lado dessa luta.

Espero que o livro - Decidir - seja bem aceito entre vocês leitores, e que possamos aprender com cada decisão em nossas vida. Somente nós, podemos buscar e cultivar a felicidade. Amem e respeitem o próximo, leiam sempre, filtrem notícias na sua vida. Sejamos todos felizes!

Livro(s):
Bastidores / Decidir - os caminhos da vida / Natal sem luz

Redes sociais: 


Então é isso, livreiras e livreiros! Espero que tenham gostado de conhecer um pouquinho mais desta pessoinha linda e tão talentosa que tenho o prazer de ser amiga... Em breve teremos resenha do seu novo livro aqui no blog. Ah, e não se esqueçam de comentar se gostaram da entrevista e dizer quais de nossos(as) escritores(as) parceiros(as) vocês querem ver entrevista e conhecer um pouquinho mais... Beijos e até a próxima postagem!

22/05/2017

Resenha: Nada é por acaso - Zibia Gasparetto

Nada é por acaso

Autor(a): Zibia Gasparetto
Editora: Vida & Consciência
Páginas: 391
Resenha por: Larissa
Nota: 4/5
*Livro cedido pela editora para resenha




Sinopse: Uma mulher estéril, uma criança, uma ligação de puro e profundo amor; três histórias entrelaçadas, com desfechos surpreendentes. Este romance que nos toca a alma relata a história de um plano audacioso, envolvendo uma mulher e a mãe de aluguel que gera seu filho do coração.

Resenha: Começamos a leitura conhecendo Marina. Sendo uma mulher atraente e inteligente, Marina trabalhava em um escritório de advocacia, porém, sentindo que não iria muito longe com esse emprego, num belo dia decidiu procurar outro lugar para trabalhar.

Em uma de suas entrevistas de emprego, Marina conhece Adele, uma mulher de classe. Porém, o "emprego" que Adele tem para oferecer à Marina é bem diferente do que ela imagina... A moça terá que se relacionar intimamente com o genro de Adele, Henrique, para que ela tenha um neto e não perca seus bens para seu cunhado, pois a filha de Adele, Maria Eugênia, é estéril (não pode ter filhos); tudo isso em troca de um milhão de dólares.

Obviamente, depois de muito relutar, Marina aceita a proposta e vai, então, para uma fazenda ficar isolada até o bebê nascer.

Enquanto isso, Maria Eugênia - com uma barriga postiça - e seu marido - após fazer o filho com Marina - estão em Paris. Henrique trabalhando sem parar e Maria Eugênia - ainda revoltada por seu marido ter se relacionado intimamente com outra e sentindo-se insuficiente -, curtindo a viagem e passeando muito com seus amigos. Lá ela apronta algumas, pelas quais se arrependerá muito depois.

"Às vezes não entendemos o que nos acontece, deixamo-nos arrastar pela revolta e acabamos cometendo atos dos quais nos arrependemos mais tarde."

Depois dos nove meses de gestação, o bebê de Marina nasce e ela é mandada embora e proibida de tentar qualquer aproximação com a família ou com a criança.

No início Maria Eugênia não gosta do bebê, pois ele traz à moça a revolta de a criança não ser sua filha, mas sim de seu marido com outra mulher. Porém, depois seu coração vai amolecendo...

Passado um tempo, Marina conhece Rafael, um psicólogo que, assim como ela, não tem interesse em casar-se, então eles se dão muito bem como amigos. Mas é óbvio que depois de um tempo essa amizade se torna um namoro. Os dois passam a frequentar o centro espírita de dona Eunice, uma personagem muito especial que ajuda praticamente todos na história.

"O desconhecido assusta um pouco. Por outro lado, poder descobrir os segredos da vida, obter provas de que a vida continua após o morte, é uma bênção. Ter essa certeza muda todos os nossos conceitos e atitudes. A reencarnação é uma chave maravilhosa para entender as desigualdades sociais, porque ela revela os resultados de nossas escolhas de outras vidas."

Maria Eugênia e Henrique começam a passar por algumas coisas, que põem o casamento deles em risco; coisas que não vou citar para não dar spoiler. Acontece que Henrique acaba procurando Rafael profissionalmente, pois ele precisa de um psicólogo para desabafar. Enquanto isso, Maria Eugênia começa a frequentar o mesmo centro espírita que Marina... Muitas coincidências, não é mesmo?!

No fim do livro ficamos sabendo a história de outra encarnação dos personagens e descobrimos o porquê de agora ser tudo como é, de acontecer tudo o que aconteceu, inclusive do porque de Maria Eugênia ser estéril.

Foi uma leitura muito agradável e que me trouxe várias lições, principalmente a de que nada é por acaso - como já diz o nome da obra - e que tudo tem​ um porquê... Indico esse livro para todos, até para os que não gostam do gênero, pois é uma ótima obra da rainha Zibia Gasparetto para começar.

"Há inúmeras provas da sobrevivência do espírito após a morte. Quando você as descobre, fica mais fácil vencer o medo e olhar o futuro com mais otimismo."

19/05/2017

Resenha: Coroa de ferro e trono de espinhos - Alana Gabriela

Coroa de ferro e trono de espinhos

Autor(a): Alana Gabriela
Editora: Amazon
Páginas: 428
Resenha por: Viviane
Nota: 5/5
*E-book cedido pela autora para resenha




Sinopse: Em Coroa de Ferro e Trono de Espinhos, a A Bela e a Fera, Édipo Rei e Aquiles se encontram num universo repleto de ação, segredos, mistérios e romance.

Na corte de Portlaiose o vento sibila impiedoso, as sombras dançam nas paredes do castelo e a hierarquia invisível sobrevive como cinzas na neve...

O rei Marteen de Portlaiose está morto e seu filho mais velho e o herdeiro direto, Joachim, subiu ao trono. Com o alvoroço das guerras nas fronteiras o pulso firme do jovem rei é o que tem sustentado o reino em suas constantes batalhas para proteger o território de invasores. Em meio ao caos e a busca para encontrar aliados, o irmão mais novo do rei, Gillean, acaba sendo morto. Uma caçada para encontrar o culpado se inicia. Tudo que Joachim pode fazer é ir atrás daquela que matou seu irmão para aplacar o mais temível de seus sentimentos e salvar o império da destruição.

Ele precisa encontrar Ceridwen Hill, a dama da legião!

Resenha: Ler mais uma livro da Alana me deixa muito feliz, pois ela foi uma das primeiras escritoras que confiou no nosso blog, lá no comecinho. Alana tem uma escrita muito rica e isto só fica mais em evidência a cada livro escrito.

Em "Coroa de ferro e trono de espinhos" vamos conhecer uma legionária, Ceridwen, uma jovem de dezoito anos que está sendo perseguida pelos homens do rei Joachim, pois matou Gillean, seu irmão caçula. Após algum tempo de fuga, ela é capturada por Cearllach, o primeiro guarda do rei.

Ceridwen usa uma máscara de ferro, e logo no início já foi possível saber que se trata de um feitiço que sua mãe colocou-a quando ainda era bebê, pois a própria fora vítima da beleza, já que o pai da jovem se aproveitou da beleza da mãe, engravidou a mulher e a abandonou com uma filha nos braços, então a mãe só quer que quem amar sua filha, ame por quem ela é, e não por sua beleza. A máscara só poderá ser removida quando alguém amar Ceridwen e o sentimento for recíproco.

"A beleza às vezes pode ser uma maldição!"

No castelo, após a captura, Ceridwen é colocada em uma masmorra. Se passam dias, até que o rei chama-a para conversar e faz uma proposta: a jovem deve fazer um trabalho muito perigoso em troca de continuar viva. Ele propõe que a jovem assassine Gofraidh, um rei tirano do povoado vizinho. Sem opção, Ceridwen aceita e cria um plano, mas na jornada até o destino as coisas saem do controle e ela é capturada pelos homens do rei.

Além da máscara enfeitiçada, Ceridwen também usa uma corrente com um pingente em forma de flor de azaleia, e quem toca nele com a intenção de lhe fazer mal, é repelido pelo objeto. O rei Gofraidh fica sabendo desse detalhe e propõe um acordo para jovem: ele irá livrá-la do feitiço da máscara e em troca ela deverá colocá-lo dentro do castelo do rei Joachim... Mais uma vez a moça não tem muita escolha e ainda vê a chance de se livrar de sua maldição.

A partir daí meu coração apertou... Será que Ceridwen é uma traidora? Será que ela nunca vai conhecer o amor verdadeiro?

No retorno para o castelo de Joachim, muitas coisas são reveladas, inclusive do passado da moça e da vida de Joachim e seu irmão.

"Ceridwen não havia se tornado dama da legião porque queria, mas porque, na época, precisava."

Foi uma leitura muito agradável. Em nenhum momento foi cansativa, pois sempre tinha algo que eu queria ir adiante para descobrir. A escrita da Alana, como eu disse antes, é muito rica, com palavras diferentes que algumas vezes precisei pesquisar e isso só me acrescentou culturalmente.

A estória tem inspiração em "A bela e a fera", "Édipo rei" e "Aquiles de tróia", mas é só uma referência, pois o que Alana escreveu é bem diferente. Gostei muito da leitura e já estou ansiosa aguardando um novo livro da autora.

"O olhar da legionária era tão vivo como a flama que atravessa e queima troncos de madeira numa crepitar, incandescente e cintilante, como o Crepúsculo que os cercava."

17/05/2017

Dica de filme: Coração de tinta

Olá, livreiras e livreiros! Tudo bem com vocês? Eu espero que sim! Hoje a dica de filme é por conta minha, Viviane...

Esses dias eu estava procurando no meio dos meus DVDs um filme diferente, que nunca tivéssemos assistido, para assistir com meu filho, Leonardo, e eis que encontrei um denominado "Coração de tinta", coloquei no aparelho e já nas primeiras cenas me encantei.

Título: Coração de tinta
Lançamento: 2008
Direção: Iain Softley
Gênero: Fantasia / Família / Aventura
Duração: 107 minutos







Sinopse: Mo Folchart (Brendan Fraser) e sua filha Meggie (Eliza Bennett), de 12 anos, são apaixonados por livros. Desde pequena Meggie teve o hábito de leitura estimulado pelo pai, que trabalha como encadernador de livros. Além disto eles têm o poder de trazer à vida personagens dos livros caso o leia em voz alta, só que sempre que isto acontece uma pessoa real é inserida nos livros. Até que um dia, ao passear por um sebo, Mo ouve vozes de "Coração de Tinta", um livro que não lhe traz boas recordações. Sua história possui castelos medievais e estranhas criaturas, com este universo tendo aprisionado a mãe de Meggie quando ela tinha apenas três anos. Mo sempre desejou encontrar o livro e salvar a esposa, mas agora precisa lidar também com o sequestro de Meggie por Capricórnio (Andy Serkis), que deseja dar vida a diversas criaturas malignas.

Minha opinião: "Coração de tinta" conta a estória de Mortimer "Mo" Folchart (Brendan Fraser - ator que eu amo). Ele é casado e tem uma filhinha. Um dia, lendo um livro em voz alta, ele descobre que tem um dom de trazer os personagens dos livros para a vida real, mas como toda magia tem um preço, para alguém sair, outra pessoa tem que entrar. Então, durante a leitura, saem vários vilões do livro "Coração de tinta", mas sua esposa é teleportada para o livro, e como os vilões não têm intenção de voltar para as páginas, dão um fim no livro e em todas as cópias dele que encontram pela frente.


A partir daquele momento, Mo nunca mais lê em voz alta e parte em uma jornada por antigas livrarias e bibliotecas para ver se encontra alguma cópia do livro e, como eu disse, os vilões não querem voltar, então eles farão de tudo para impedir.

A filhinha dele, Meggie (Eliza Hope Bennett), que na ocasião em que a mãe sumiu era um bebê, agora é uma mocinha de 13 anos, e sempre pensou que a mãe tivesse-a abandonado, mas quando eles ficam cara a cara com os vilões, o pai não consegue mais esconder o segredo do seu dom de sua filha.

Uma personagem neste filme que me encantou foi Elinor (Helen Mirren). Ela era a tia-avó de Mo e é a legítima "rata de biblioteca". Ela é a mulher que serei no futuro, então se assistirem o filme, lembrem de mim.

Continuando... em determinado momento, quando todas as cópias do livro se esgotam, eles decidem procurar o mestre, o criador, o escritor. E a aventura só se intensifica: eles caem nas mãos dos vilões que querem tirar do livro o maior de todos os vilões, o Sombra, e para isso precisam que Mo leia para eles. Claro que Mo se recusa, só que os vilões descobrem que a garota também tem este dom, agora só um milagre poderá salvar e posteriormente unir a família.


Quando fui procurar o filme no Google para pegar nomes de personagens e atores, descobri que é um livro e fiquei mais feliz ainda... Já entrou para minha lista de desejados!